Graças à atuação dos correspondentes, bancos com estrutura enxuta, muitas vezes com uma única agência física, passaram a atender clientes em todo o território nacional. O correspondente bancário tornou-se o elo que permitiu escala, capilaridade e competição em um país de dimensões continentais. Sem esse modelo, milhões de aposentados e pensionistas jamais teriam tido acesso ao crédito consignado.

Com o tempo, o consignado deixou de ser apenas uma opção financeira e se consolidou como um serviço necessário e tradicional para aposentados e pensionistas. Para muitos, ele representa a diferença entre manter a renda organizada ou cair em soluções financeiras mais caras e inseguras.

Regras mais rígidas e sistemas mais seguros são bem-vindos e desejáveis. O setor nunca se opôs à segurança. Pelo contrário. Correspondentes bancários sempre atuaram dentro das regras, com certificações obrigatórias, sistemas bancários auditáveis e fiscalização constante. Segurança não é inimiga do correspondente bancário. Sempre foi parte do seu trabalho.

O que não se pode aceitar é que, sob o pretexto de combate a fraudes, se coloque sob suspeita uma categoria que gera mais de 100 mil empregos diretos no país, sustenta milhares de famílias e exerce uma atividade digna, honesta e formal. Cada correspondente bancário representa renda local, atendimento humano e inclusão financeira real.

Enfraquecer esse elo não fortalece o sistema. Pelo contrário. Retira eficiência, reduz concorrência, limita o acesso ao crédito e destrói postos de trabalho que foram construídos ao longo de décadas.

O crédito consignado só se tornou o que é hoje porque houve correspondentes bancários capazes de levar o sistema financeiro onde ele nunca chegou. Ignorar essa realidade é cometer um erro histórico, econômico e social.

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