Resumo rápido
- Boa notícia no radar: o governo federal sinalizou recursos na LOA 2027 para uma nova negociação salarial dos servidores — com "avaliação interna positiva", segundo o MGI.
- O prazo decisivo é 31 de agosto, data-limite para o envio da proposta orçamentária ao Congresso.
- Em Campo Grande, parte de 2027 já está garantida em lei: 2,19% em março para os servidores municipais e 2% em janeiro para os professores da Reme.
- PLDO 2027 mantém a porta aberta para reajustes, carreiras e concursos — mas com limites orçamentários que as entidades querem ampliar.
2027 começou a ser decidido agora
Se você é servidor público, o seu reajuste de 2027 não será definido em 2027 — está sendo negociado neste exato momento. Na segunda rodada da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente, realizada no fim de junho no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), o governo apresentou o encaminhamento mais aguardado pelas categorias: o estudo para incluir, na Lei Orçamentária Anual de 2027, recursos destinados à recomposição salarial dos servidores federais.
Segundo o secretário de Relações do Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo, a avaliação interna do governo é positiva para que essa previsão se concretize. As entidades sindicais, por sua vez, cobraram uma reunião extraordinária em agosto — porque o relógio corre: a proposta orçamentária precisa ir ao Congresso até 31 de agosto. O que entrar (ou não) nesse texto define o tamanho da negociação de 2027.
O que o PLDO 2027 já revelou
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 mantém a possibilidade de reajustes salariais, reestruturação de carreiras, concursos públicos e nomeações — um sinal importante. Ao mesmo tempo, impõe limites: os reajustes de benefícios como auxílio-alimentação e auxílio pré-escola não poderão superar a inflação acumulada desde a última revisão. É exatamente sobre esses limites que as entidades querem negociar antes do fechamento da LOA.
A pauta que está sobre a mesa
A pauta unificada entregue pelo Fonasefe, pelo Fonacate e pelas centrais sindicais em janeiro reúne as reivindicações que disputam espaço no orçamento: recomposição das perdas salariais, reestruturação de carreiras, equiparação de benefícios entre os três Poderes, criação do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas e um plano de saúde acessível para todo o funcionalismo. O governo apontou 20 itens que considera atendidos, mas as entidades cobram documentos formais e respostas concretas.
Outro movimento estrutural: o PL 1.893/2026, que regulamenta a negociação coletiva no serviço público conforme a Convenção 151 da OIT. Se aprovado, fortalece justamente o instrumento por onde passam os reajustes — a mesa de negociação permanente.
Em Campo Grande, 2027 já tem data e percentual garantidos
Enquanto a negociação federal se desenha, os servidores municipais de Campo Grande têm uma vantagem rara: parte de 2027 já está escrita em lei. A Lei nº 7.642, sancionada e publicada no Diogrande, garante a segunda parcela do reajuste de 4,39% — 2,19% na folha de março de 2027 — para servidores efetivos, aposentados e pensionistas do Tesouro Municipal.
Os professores da Reme também já têm calendário: depois do 1,4% de dezembro de 2026, recebem 2% em janeiro de 2027, fechando o acordo de 5,4% da recomposição do Piso Nacional — e o acréscimo de 3% previsto na Lei 7.523 entra em discussão no mesmo mês. Ou seja: para o funcionalismo da Capital, o início de 2027 já nasce com aumento na folha.
O que fazer enquanto a negociação avança
A regra de ouro: planeje com o que está garantido e acompanhe o que está em negociação. Cada parcela que entra na folha pode alterar sua margem consignável — e esse é o momento certo para reavaliar contratos: comparar taxas, estudar uma portabilidade ou verificar se um refinanciamento faz sentido. Sempre com análise individual e sem pressa.
Perguntas frequentes
O reajuste dos servidores federais em 2027 já está confirmado?
Ainda não. O governo sinalizou, na Mesa Nacional de Negociação Permanente, o estudo para reservar recursos na LOA 2027 destinados à recomposição salarial. A confirmação depende da inclusão na proposta orçamentária, que vai ao Congresso até 31 de agosto, e das negociações com as entidades.
O que o PLDO 2027 diz sobre reajustes?
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 mantém a possibilidade de reajustes salariais, reestruturação de carreiras e concursos, mas impõe limites orçamentários — por isso as entidades pressionam por recursos suficientes na LOA.
Servidores de Campo Grande já têm algo garantido para 2027?
Sim. A Lei nº 7.642, já sancionada, garante a segunda parcela do reajuste (2,19%) na folha de março de 2027. Os professores da Reme recebem 2% em janeiro de 2027, e o acréscimo de 3% previsto na Lei 7.523 será discutido em janeiro.
O que muda com o PL 1.893/2026?
O projeto regulamenta a negociação coletiva no serviço público, conforme a Convenção 151 da OIT. Se aprovado, fortalece as mesas de negociação — o caminho por onde passam os reajustes.
Reajuste na folha aumenta minha margem consignável?
Pode influenciar, pois a margem é calculada sobre a remuneração, descontados os compromissos existentes. Após cada parcela entrar na folha, vale consultar a margem atualizada antes de qualquer decisão de crédito.
Para concluir
O segundo semestre de 2026 será decisivo para o bolso dos servidores em 2027: a LOA fecha em agosto, as mesas de negociação estão ativas e, em Campo Grande, os primeiros aumentos do ano já têm data marcada. A Din Din Cred acompanha diariamente cada etapa — servidores públicos federais, estaduais e municipais — para trazer a informação verificada, na hora certa.
Continue acompanhando o nosso blog: assim que a proposta orçamentária for enviada ao Congresso, você saberá exatamente o que ela significa para o seu salário.